Blog que fala de Povos e Comunidades Tradicionais, com foco nos Povos Tradiciinais de matriz Africana. Assuntos relacionados em Política, Sustentabilidade, Educação Ambiental, Segurança Alimentar, Cultura e Afrocentricidade.
Sustentabilidade para Povos de Terreiro
terça-feira, 27 de novembro de 2012
quinta-feira, 1 de novembro de 2012
Criação da Faixa da Diversidade Religiosa e do Conselho Editorial da Faixa da Diversidade Religiosa
quarta-feira, 31 de outubro de 2012
Sessão Solene em Homenagem ao Dia Nacional da Umbanda
Para controlar os emails que você receberá em Rede Afrobrasileira Sociocultural, clique aqui |
segunda-feira, 24 de setembro de 2012
Criação de novas Unidades de Conservação em ZPAs é apresentada por técnicos da Semurb no VII CBUC
Criação de novas Unidades de Conservação em ZPAs é apresentada por técnicos da Semurb no VII CBUC
Cerca de dez técnicos da Secretaria de Meio Ambiente e Urbanismo de Natal (Semurb) participam do VII Congresso Brasileiro de Unidades de Conservação (CBUC), que tem como tema "Áreas protegidas: um oceano de riquezas e biodiversidade" e o objetivo é debater a contribuição das unidades de conservação para o desenvolvimento econômico da sociedade, sobretudo as áreas marinhas e oceânicas. O evento acontece de 24 a 27 de setembro, no Centro de Convenções de Natal.
Neste primeiro dia de Congresso, o tema que mais chamou a atenção dos nossos participantes foi a palestra do professor e pesquisador Carlos Eduardo Frickmann Young, que abordou o tema "A importância da conservação da natureza para economias globais", dentro do painel "Integrando o desenvolvimento econômico e social com a conservação da natureza". Ele afirma que Floresta não é um entrave ao crescimento econômico, mas sim uma solução para o desenvolvimento equilibrado. Embora esse conceito ainda prevaleça, principalmente junto às lideranças políticas e econômicas, ressalta ele.
Porém, essa visão não se encaixa à Economia Verde, conceito que prevê um novo modo de utilização dos recursos naturais, por meio de ações que atendam ao mesmo tempo a conservação da natureza e a geração de emprego e renda, com inclusão social.
Ele citou o relatório "Contribuição das unidades de conservação brasileiras para a economia nacional", produzido em maio de 2011 por ele e por Rodrigo Medeiros para UNEP-WCMC (United Nations Environmment Programm–World Conservation Monitoring Centre). Este relatório apresentou os resultados de análises sobre o impacto e o potencial econômico de cinco dos múltiplos bens e serviços providos pelas unidades de conservação para a economia e para a sociedade brasileiras. São eles: produtos florestais, uso público, carbono, água e repartição de receitas tributárias.
Os resultados desse estudo mostram que a visitação aos 67 parques nacionais existentes em 2010 no Brasil (hoje são 68 parques nacionais) tem potencial de gerar entre R$ 1,6 bilhão e R$ 1,8 bilhão por ano, considerando as estimativas de fluxo de turistas projetadas para o país – cerca de 13,7 milhões de pessoas, entre brasileiros e estrangeiros – até 2016, ano das Olimpíadas.
Ainda considerando a visitação, o relatório indica que as unidades de conservação federais têm potencial de atrair cerca de 17,5 milhões de pessoas em 2016, podendo movimentar a economia em até R$ 2 bilhões nas regiões onde estão localizadas essas unidades. Se for considerada a soma das estimativas de visitação pública nas unidades de conservação federais e estaduais consideradas pelo estudo, levando-se em conta a exploração adequada das unidades, cerca de 20 milhões de pessoas visitarão essas áreas em 2016, com um impacto econômico potencial de cerca de R$ 2,2 bilhões naquele ano.
O estudo estima que o valor do "aluguel" anual do estoque de carbono cujas emissões foram evitadas pelas unidades de conservação está entre R$ 2,9 bilhões e R$ 5,8 bilhões por ano. Esses valores foram calculados considerando os limites do custo de oportunidade de capital entre 3% e 6% ao ano. "São valores que superam os gastos atuais com a manutenção dessas unidades e as necessidades de investimento adicional para a consolidação e melhoria delas", destaca Young.
Para o geógrafo da Semurb, José Petronilo este estudo apresentado por Young revela o que o município e a população podem ganhar em preservar e proteger suas áreas consideradas frágeis. Porém, ainda há um longo caminho a ser percorrido. Em sua opinião, muito se debate sobre as Unidades de Conservação (UC's) a nível Federal e estadual e se esquece das UC's municipais. Ele defende mais incentivo desses entes, para que os municípios criem seus órgãos de controle ambiental e possibilite uma maior discussão, avalia Petronilo.
A sua opinião é compartilhada com os demais colegas da secretaria que participam do evento. A turismologa Isabelle Silva reforça que a falta de estrutura ainda é um dos grandes problemas vividos pelos municípios.
No dia hoje também foi lançado o mapa contendo as Unidades de Conservação do Brasil. Natal pela primeira vez passa a fazer parte desse cadastro com a inclusão da Unidade de conservação "Parque da Cidade Dom Nivaldo Monte".
A Tarde foi dedicada aos Simpósios e a apresentação dos trabalhos técnicos exibidos através de painéis. Dentre eles está o das biólogas da Semurb Ana Cristina Advíncula e Carolina Lisboa, que apresentaram o projeto "Áreas prioritárias para criação de Unidades de Conservação em Natal". O projeto avalia as potencialidades de cada uma das Zonas de Proteção Ambiental (ZPA's) existentes no município e aponta ações de planejamento para criação de UC's para cada uma delas por nível de prioridade.
Para tanto, foi observado por elas, principalmente a área ocupada, a conectividade entre elas, quantidade de ecossistemas, recursos hídricos, seus ecossistemas entre outros. O estudo indica ainda que o trabalho deve começar pela ZPA-8, considerada a de maior vulnerabilidade. Essa área tem diversos ecossistemas e sofre influência dos rios Jaguaribe e Potengi, tudo isso distribuído numa grande faixa de terra.
Para Carol Lisboa, que estava apresentando o painel, este projeto foi fruto dos diversos estudos existentes na secretaria. "Tivemos o cuidado de preparar este projeto por acreditar que ele pode ser uma excelente ferramenta de planejamento para os nossos gestores", completa.
quarta-feira, 8 de agosto de 2012
Alimento: direito sagrado - lançamento do livro do Mapeamento das Comunidades Tradicionais de Terreiros.
lançamento do livro do Mapeamento das Comunidades Tradicionais de Terreiros.
O Fórum Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional dos Povos de Comunidades Tradicionais de Terreiro vem convidar a todos os Afro-religiosos, simpatizantes e amigos, para realização do evento de lançamento do livro do Mapeamento das Comunidades Tradicionais de Terreiros que teve como objetivo principal dados para promoção de políticas publicas de segurança alimentar e nutricional e melhoria de qualidade de vida nas comunidades tradicionais de terreiro.
LOCAL: Auditório da SAGRI, Tv. do Chaco, 2232 - Belém/ PA.
DATA: 10-08-2012
HORA: 16H
O Superior Tribunal de Justiça convida para o Encontro “O Poder Judiciário e o Meio Ambiente.”
De 16 a 17 de agosto de 2012, o Superior Tribunal de Justiça realizará o encontro "O Poder Judiciário e o Meio Ambiente". O evento será no Auditório do STJ, localizado no Setor de Administração Federal Sul.
Período de inscrição: de 2 a 13 de agosto de 2012.
Nas palestras e mesas redondas entre os temas a abordados estão Educação Ambiental, Gestão Sustentável, Bioma Cerrado, Construções Públicas Sustentáveis, Varas Ambientais, Políticas Públicas de Sustentabilidade, Movimento Amazônia para sempre.
Durante o evento também ocorrerá, das 10 às 16 horas, na Praça do Servidor do STJ, uma feira de produtos orgânicos, já tradicional no Superior Tribunal de Justiça
Além disso, no Espaço Cultural STJ, haverá a exposição "Expressões artísticas do Cerrado", que contará com a participação do artista plástico Estevam Strauss, com esculturas feitas com aparas de serraria e material reciclado de construção, bem como do fotografo Paulo Penna, com fotos do cerrado.
Maiores informações sobre o evento e inscrições no endereço: http://encontrojudiciario.akamido.com.
Programa de Responsabilidade Socioambiental
Superior Tribunal de Justiça
sexta-feira, 3 de agosto de 2012
Secretaria disponibiliza R$ 1,2 milhão para projetos voltados para consolidação institucional e desenvolvimento local das comunidades e de suas lideranças
Com o objetivo de apoiar efetivamente as iniciativas que contribuam para o empoderamento e autonomia da população quilombolas, os critérios de pontuação (item 10.2 do Edital) foram elaborados de maneira a garantir a priorização das propostas apresentadas pelas próprias organizações representativas deste segmento populacional ou por proponentes que demonstrem ter familiaridade com o universo quilombola, tanto de trabalho in loco quanto acadêmico (de produção de conhecimento para construção de políticas públicas); e que incluam em suas equipes executoras pessoas das comunidades quilombolas a serem atendidas. As propostas poderão ter orçamento entre R$ 120 mil e R$ 200 mil, voltados para gastos de custeio (capacitação, formação, incentivo, dentre outros).
“Esta é a segunda chamada pública da SEPPIR voltada para Povos e Comunidades Tradicionais em 2012. A primeira, já na fase final do processo de seleção, contemplou os povos tradicionais de matriz africana. Mesmo reconhecendo a fragilidade dos públicos tradicionais para a utilização da plataforma SICONV, consideramos que o edital público ainda é o instrumental mais justo para o acolhimento das propostas. Neste momento, a Secretaria Geral da Presidência da República coordena um esforço governamental para o estabelecimento do novo marco regulatório das transferências de recursos para as organizações da sociedade civil. A SEPPIR deu a sua contribuição no processo de discussão, lembrando a necessidade de se pensar como garantir que esses segmentos populacionais, vulnerabilizados e invisibilizados historicamente, possam também protagonizar o acesso aos recursos públicos, sem ficar reféns de intermediários”, afirma a secretária de Políticas das Comunidades Tradicionais, Silvany Euclênio.
“A SEPPIR busca com a Chamada estimular as atividades produtivas das comunidades quilombolas e fortalecer seu diálogo com as instituições do Estado e outras, além de fomentar a sua capacidade de controle social”, destaca a diretora de programas Bárbara Oliveira Souza.
Já existem muitos empreendimentos quilombolas consolidados, e outros em fase inicial e/ou intermediária, com destaque para o arroz quilombola do Sul, a banana orgânica de São Paulo, os produtos de castanha-do-Pará, o artesanato de Pernambuco, entre outras comunidades.









