sábado, 6 de abril de 2013

80 baianas juntas - foi lindo demais!


Conseguimos passar nossa mensagem! Levamos mais de 80 baianas 
para a frente da Fonte Nova e acabamos de entregar o abaixo-assinado 
com a sua e mais 16228 assinaturas direto à assessoria da Presidenta Dilma
Hoje de manhã foi a inauguração oficial da Arena Fonte Nova, aqui em 
Salvador. Algumas baianas estão aqui há mais de 40 anos e sempre 
venderam seu acarajé dentro do estádio. Porém, durante os jogos da Copa, 
fomos banidas do estádio pela Fifa. 
Veja esta foto linda da nossa mobilização hoje de manhã e clique para 
compartilhar no Facebook.





































Ainda falta entregar o abaixo-assinado para a Fifa, a verdadeira responsável por definir se 
teremos
 ou não espaço na Fonte Nova durante a Copa. A campanha continua, portanto. Vamos 
dobrar o número de assinaturas! Encaminhe este email para os seus amigos pedindo 
para eles assinarem: www.change.org/acaraje.
Foi emocionante ver as baianas unidas para defender nossos direitos. Mas só as nossas 
vozes não são suficientes, precisamos de assinaturas do Brasil inteiro para mostrar que
 vocês nos apoiam.
Vamos defender a cultura brasileira!
Obrigada,
Rita Santos
Presidente da Associação das Baianas de Acarajé (Abam) 

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Uma fé que nada tem a ver com o diabo

Por Sara Joker

Semana que passou falei sobre intolerância religiosa com minhas crianças, senti o quanto existia e ainda existe preconceito com religiões afro-brasileiras entre minhxs alunxs. É como se a grande maioria dxs negrxs que conheço tivesse preconceito com seus antepassados e a manifestação de fé desses antepassados. Risadas, comentários maldosos sobre "macumbeiros", que colocam seu nome na boca do sapo, que fazem "magia negra" contra pessoas na encruzilhada.

Festa de comemoração ao dia de Iemanjá, no dia 8 de dezembro, na praia de Pajuçara                                                                  

Festa de comemoração ao dia de Iemanjá, no dia 8 de dezembro, na praia de Pajuçara. Imagem por Larissa Fontes.
O preconceito contra religiões afro é muito comum entre "cristãos", medo do desconhecido? Racismo? O que me deixa mais intrigada é que esses "cristãos" (evangélicxs e católicxs) são, na sua maioria, negrxs e mestiçxs. Não que todxs xs "cristãos" sejam preconceituosxs, mas conheço uma boa maioria que olham atravessado para uma fé desconhecida.
Mas seria medo esse receio? Ou seria racismo? Conversei com as minhas crianças. Expliquei que toda religião é uma forma de Deus se manifestar no nosso coração, que Deus é sempre o mesmo. A maldade está no coração das pessoas, a falta de caráter não tem a ver com a sua religião.
Sei que muitas pessoas irão discordar de mim, mas acredito no oprimido com preconceito pelo seu igual, então acho normal ver negrxs racistas, mulheres machistas e homossexuais homofóbicxs. Vejo muitas mulheres negras que olham com preconceito para outras negras com o black ao natural, mas isso é assunto para quando eu decidir tirar um post para reclamar do racismo que aparece na ditadura estética, imposto também por mulheres negras para as próprias negras.
Explicar que centros espíritas de religiões afro não tem nada a ver com o diabo foi mais difícil que imaginava. Crianças ainda estão passíveis a mudanças de opinião. Tem algo que eu ainda não sei fazer, como ajo com adultxs? Como explico a adultxs que são meus conhecidxs que umbanda não é coisa do diabo, que quem frequenta terreiro não é um indivíduo que maltrata pessoas, que é sem caráter?
Como abrir a mente de adultos? Sempre acreditei no poder de mudança da criança e do adolescente em sua família. Acredito que posso tentar diminuir o racismo e a intolerância religiosa através das minhas crianças. Sempre que conversamos sobre cultura negra eu tento abrir mais a mente deles, diminuindo o preconceito e a intolerância e mostrando que eles são atores da transformação do mundo em relação a tudo.
Assumo que foram poucxs xs adultxs que consegui convencer até hoje, sou muito cabeça dura, então não consigo argumentar com algumxs desses adultxs. Com as crianças, me sinto menos acuada a mostrar minhas opiniões, pode ser pela transferência que elas têm comigo ou talvez por eu ser mais acostumada a conviver com jovens.
Só sei que aprendi a comer pelas beiradas, dividir para conquistar, falar primeiro com as crianças, chegar axs adolescentes e, no final, incentivar adolescentes e crianças falar sobre preconceito (seja ele qual for) dentro de casa, aos poucos, sem bater de frente com nenhumx adultx.


Sara Joker é feminista, artista, quadrinista, bissexual, mulher, negra de coração e cantora nas horas vagas.


5ª Conferência Nacional das Cidades - Participe ajudando a mudar a nossa realidade


Conselho das Cidades aprova texto-base da 5ª Conferência Nacional

Marcelo Brandão - 01/03/2013.
Repórter da Agência Brasil

Brasília – O 36º  Conselho das Cidades aprovou hoje (1º) o texto-base da 5ª Conferência Nacional das Cidades, que ocorre em novembro em Brasília. O tema da conferência é Quem Muda a Cidade Somos Nós: Reforma Urbana Já! e ela debaterá temas como desenvolvimento urbano, ocupação de risco, saneamento ambiental e conflitos fundiários.
"É o que a gente ressalta como mais importante na atuação do Conselho das Cidades no ano de 2013. O trabalho do conselho para este ano é pelo sucesso da Conferência das Cidades", disse Carlos Vieira, secretário executivo do conselho. A conferência ocorrerá de 20 a 24 de novembro.
Vieira também destacou o debate sobre as parcerias público-privadas (PPPs). "Deliberamos sobre uma participação maior do conselho nas discussões das PPPs e a importância delas dentro da política de desenvolvimento urbano. Decidimos no sentido de aprofundar as discussões, para compreender mais adequadamente a importância das PPPs no desenvolvimento urbano, sobretudo nas áreas de saneamento e mobilidade", explicou.
O Conselho das Cidades é formado por representantes do governo e da sociedade civil, que debatem melhorias na área de desenvolvimento urbano. O conselho se reúne a cada 90 dias e é formado por quatro comitês (mobilidade urbana, planejamento e gestão do solo urbano, saneamento ambiental e habitação), sendo presidido pelo ministro das Cidades, Aguinaldo Ribeiro.
Edição: Fábio Massalli
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Seminário traça paralelo entre a Constituição Federal e a Proteção dos Ecossistemas Costeiros e Marinhos


A Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável – CMADS, com o apoio da Frente Parlamentar Ambientalista e Fundação SOS Mata Atlântica realizam no dia 11 de abril, o Seminário: 25 anos da Constituição Federal e a Proteção dos Ecossistemas Costeiros e Marinhos.
O objetivo do debate é apresentar os desafios e lacunas nas políticas públicas para a conservação e proteção dos ecossistemas marinhos e também propor uma agenda de trabalho entre os atores envolvidos.
Segundo o Deputado Sarney Filho (PV/MA), autor do requerimento Nº 181/2013 que solicita a realização do evento, apesar da relevância ecológica e socioeconômica, os ambientes marinhos e costeiros estão entre os mais ameaçados do País e menos protegidos por acordos, normas, leis e políticas públicas.
"Os ecossistemas marinhos brasileiros prestam enormes serviços ambientais que favorecem o bem-estar humano, o equilíbrio climático, a produção de pescados e a proteção da linha de costa", alertou Sarney Filho.
Em 2013 a Constituição Federal completa 25 anos, momento considerado oportuno pelos ambientalistas para avaliar de que forma a conservação marinha está amparada na legislação brasileira. De acordo com a Constituição Federal Brasileira, de 1988, em seu artigo 225, a Zona Costeira, região habitada por quase a metade de população do País, foi definida como um Patrimônio Nacional e sua utilização se dará na forma da lei, dentro de condições que assegurem a preservação do meio ambiente e dos recursos naturais.
O Seminário será realizado no Plenário 8, do Anexo II, da Câmara dos Deputados, em Brasília.
Confira abaixo a programação do evento:


9h30 às 10h10 – Abertura
· Deputado PENNA, Presidente da Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável;
· Deputado SARNEY FILHO, Primeiro-Vice-Presidente da Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável e Coordenador da Frente Parlamentar Ambientalista;
· Deputado ARNALDO JORDY, Segundo-Vice-Presidente da Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável;
· Deputado MÁRCIO MACÊDO, Coordenador do GT Mar da Frente Parlamentar Ambientalista e
· Senhor ROBERTO KLABIN, Presidente da Fundação SOS Mata Atlântica


10h10 às 11h10 – Apresentações Técnicas

· Coordenadora: LEANDRA GONÇALVES, Consultora da Fundação SOS Mata Atlântica.
Tema: Ecossistemas costeiros e marinhos: ameaças e legislação nacional aplicável.
Palestrante: Senhora ILÍDIA JURAS, Consultora Legislativa da Câmara dos Deputados.


Tema: Análise comparada sobre legislação internacional para zona costeira.
Palestrante: Senhor ANDRÉ LIMA, Consultor Ambiental.


Tema: Estudo da arte dos 25 anos de gerenciamento costeiro integrado.
Palestrante: Senhor MAURO FIGUEIREDO DE FIGUEIREDO, Assessor do Departamento de Áreas Protegidas do Ministério do Meio Ambiente.

11h10 às 12h30 - Painel Governamental
· Coordenador: GUILHERME DUTRA, Diretor do Programa Marinho da CI - Conservação Internacional.
Palestrantes:
· Representante do Ministério do Meio Ambiente
· Senhora CLÁUDIA ALVES DE MAGALHÃES, representante do Comitê-Executivo do GI-Gerco - Grupo de Integração do Programa Nacional de Gerenciamento Costeiro
· Senhor AMÉRICO TUNES, Secretário de Monitoramento e Controle da Pesca e Aquicultura do Ministério da Pesca e Aquicultura
· Capitão-de-Mar-e-Guerra MARISE SILVA CARNEIRO, Subsecretária para o PSRN - Plano Setorial para os Recursos do Mar da Marinha do Brasil
12h30 às 14h – Almoço
14h às 15h – Painel Ciência
· Coordenadora: LEANDRA GONÇALVES, Consultora da Fundação SOS Mata Atlântica.
Palestrantes:
· Senhor MARCUS POLETTE, Professor-Pesquisador da Univale - Universidade Vale do Itajaí;
· Senhor ALEXANDER TURRA, Professor-Pesquisador do Instituto Oceanográfico da USP - Universidade de São Paulo e
· Senhora BEATRICE PADOVANI, Professora-Pesquisadora da UFPE - Universidade Federal de Pernambuco.

15h às 16h – Painel Sociedade Civil
· Coordenador: ANDRÉ LIMA, Consultor Ambiental
Palestrantes:

· Senhora LEANDRA GONÇALVES, Consultora da Fundação SOS Mata Atlântica;
· Senhor GUILHERME DUTRA, Diretor do Programa Marinho da CI - Conservação Internacional e
· Senhora HELOÍSA DIAS, Coordenadora do Colegiado Mar da Reserva Biosfera.
16h às 17h - Conclusões Finais e Encaminhamentos
Composição da Mesa:
· Deputado ARNALDO JORDY, Segundo-Vice-Presidente da Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável e
· Senhor ROBERTO KLABIN, Presidente da Fundação SOS Mata Atlântica.

Serviço:
O que: Seminário: 25 anos da Constituição Federal e a Proteção dos Ecossistemas Costeiros e Marinhos.
Data: 11 de abril
Horário: 9h30 às 17h
Local: Plenário 8, do Anexo II, da Câmara dos Deputados.


Fonte: Assessoria de Comunicação
Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável
Câmara dos Deputados
Telefone: 61-3216-6527

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Criar novas UC no Brasil.

              O processo de globalização, a expansão das cidades através da urbanização e o crescimento da população vão dar eclosão a um acirrado aquecimento na economia mundial, e por consequência um aumento na utilização dos recursos naturais. Desde, o uso sustentável desses recursos, ou seja, a sua conservação torna-se um grande desafio em busca de almejar um maior bem estar social.

            As Unidades de Conservação - UC são focos estratégicos de preservação dessas áreas naturais, com o intuito de conservar a biodiversidade presente em um determinado zoneamento.  

            Sendo assim o poder público, empresas e organizações não governamentais tem o objetivo de criar novas UC para uma preservação eficaz do meio natural. Desta maneira as fases de implantação dessas Unidades consistem no diagnóstico, para estabelecer as categorias e por consequência a realização de audiências públicas, implantação de planos de manejos e criação de conselhos gestores de acordo com o órgão administrador da Unidade.   Em casos de empresas a criação de Unidade dispensa a criação de conselhos e consultas da população, salvo em caso de UC ocupadas por comunidades tradicionais.

            Deste modo além da preservação da natureza as UC também propõem uma defesa que englobe os grupos étnicos, em sua tradicionalidade e cultura.

As Unidades de Conservação dividem-se em duas categorias: proteção integral ou de uso sustentável. Para estabelecer essa divisão vai depender do quadro de degradação em que se encontra o recurso natural, da pesquisa científica, ocupação de comunidades tradicionais e por fim a relevância ou finalidade dos bens/serviços ambientais que o recurso oferece.

                  Desta forma o Brasil criou o Sistema Nacional de Unidades de Conservação - SNUC em 18 de julho de 2000 através da Lei nº 9.985/2000, o qual compõe de diretrizes oficiais para a criação, implantação e gestão das Unidades de Conservação que podem ser de cunho federal, estadual e municipal.

                  Em terras brasileiras tem-se um total de 1.056 Unidades de Conservações publicas, sendo apenas 124 marinhas. Assim, existe a necessidade da criação de novas unidades marinhas para uma renovação da fauna principalmente os manguezais os quais consistem em refúgio de reprodução. 



terça-feira, 27 de novembro de 2012

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Criação da Faixa da Diversidade Religiosa e do Conselho Editorial da Faixa da Diversidade Religiosa


Sex, 26 de Outubro de 2012 09:38

E-mail

diversidade-religiosa

A resolução que cria a Faixa da Diversidade Religiosa traz uma série de novas propostas para a programação, que passará a contar com um programa de uma hora, de cunho jornalístico e de reflexão sobre as crenças, além de um programa de meia hora mais voltado a mensagens dos diferentes grupos e crenças. No caso desses dois programas,serão produzidos pela EBC, em parceria com produtoras escolhidas a partir de um edital público.

A resolução também institui a criação do Conselho Editorial da Faixa da Diversidade Religiosa da EBC, e aponta que o Comitê da Diversidade Religiosa da Secretária de Direitos Humanos da Presidência da República funcionará como órgão consultivo ao Conselho.

Entre outras atribuições, caberá ao Conselho Editorial analisar e aprovar as propostas de novos programas, os quais deverão harmonizar-se com a Faixa da Diversidade Religiosa e somente poderão ser veiculados mediante instrumento legal firmado entre os proponentes e a empresa.

a resolução prevê que dentro de um ano do início da nova programação, a Faixa deverá ser objeto de reavaliação,quando então outras propostas e aprimoramentos poderão ser implementados.

Fonte: Secretaria Executiva do Conselho Curador

ÍNTEGRA DA RESOLUÇÃO

Conselho Curador – EBC

Resolução n° 04/2012

Dispõe sobre a criação da Faixa da Diversidade Religiosa e do Conselho Editorial da Faixa da Diversidade Religiosa da EBC.

Considerando o disposto na Resolução 02/2012 do Conselho Curador da EBC.

Considerando as discussões conduzidas no âmbito do Grupo consultivo criado para estudo e elaboração da proposta de faixa de programação religiosa, nos termos da Resolução 03/2011 do conselho Curador da EBC;

A presidente do Conselho Curador da Empresa Brasil de Comunicação – EBC, no uso de suas atribuições legais, e considerando deliberação tomada em sessão realizada no dia 27 de junho de 2012.

RESOLVE:

 

Art. 1° - Instituir a Faixa da diversidade Religiosa a ser veículada na TV Brasil, composta por:

I – Programa semanal com duração de 1 hora, produzido ou co-produzido pela EBC, com abordagem jornalística a respeito de temas filosóficos e culturais ligados à religiosidade;

II – Interprogramas derivados conceitualmente do programa no item I, a serem veiculados em toda a programação da TV Brasil;

III – Programa semanal com duração de 30 minutos, produzido ou co-produzido pela EBC, com a apresentação de mensagens dos grupos religiosos diversos.

Art. 2° - Fica instituído o Conselho Editorial da Faixa da Diversidade Religiosa da EBC, vinculado ao Conselho Curador da EBC, e composto por 2 (dois) representantes deste conselho: 2 (dois) representantes da Diretoria Executiva da EBC; 1 (um) representante do Ministério da Cultura, indicado pelo titular da pasta; 1 (um) representante da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH), indicado pelo titular da pasta.

Art. 3° - Compete ao Conselho Editorial da Faixa da Diversidade Religiosa da EBC:

I – Aprovar a linha e a condução editorial das produções descritas nos incisos I, II e II do art 1°;

II – Analisar e aprovar as propostas dos programas a que se refere o § 2° do art. 5° e indicar a metodologia, prazos e demais especificações para a apresentação das mesmas, inclusive aquelas relativas aos atuais programas, os quais deverão harmonizar-se com a nova Faixa da Diversidade Religiosa.

III – Informar o Conselho Curador a respeito da implementação do conjunto da Faixa da Diversidade Religiosa.

Parágrafo único – O Comitê da Diversidade da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH) funcionará como órgão consultivo e de assessoramento ao Conselho Editorial.

Art. 4° - A Faixa da Diversidade Religiosa proposta pela presente Resolução será objeto de avaliação pelo conselho Curador da EBC após 1 (um) ano contado a partir da entrada no ar dos programas previstos no art. 1° desta Resolução.

Art. 5° - A Faixa da Diversidade Religiosa deverá entrar no ar 180 dias após a publicação desta Resolução.

§ 1° - Até o início da veiculação da nova Faixa da Diversidade Religiosa, será mantida a atual programação de conteúdo religioso nos veículos da EBC.

§ 2° - Entidades vinculadas a grupos de caráter religioso e outras crenças afins poderão apresentar à EBC propostas de programas, que serão analisadas pelo Conselho Editorial da Faixa da Diversidade Religiosa, desde que arquem com os custos de produção e observem os princípios e objetivos inerentes à prestação dos serviços de radiodifusão pública, estabelecidos nos arts. 2° e 3° da Lei 11.652/2008.

§ 3° - Em caso de aprovação, os serviços de distribuição/difusão referidos no parágrafo anterior deverão ser prestados mediante instrumento legal firmado entre os proponentes e a empresa.

§ 4° - Em até 90 dias após a publicação desta Resolução, a Diretoria Executiva da EBC deverá apresentar ao Conselho Editorial da Faixa da Diversidade Religiosa proposta para o estabelecimento da nova programação de cunho religioso para os rádios da EBC, em harmoniza com o disposto na presente resolução.

Art. 6° - Fica revogada a Resolução 02/2011 do Conselho Curador da EBC, bem como as demais disposições em contrário.

Brasília, 26 de Julho de 2012

Ana Luiza Fleck Saibro

Presidente



Pedra da Memória conecta Brasil e Benin


quarta-feira, 31 de outubro de 2012

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Criação de novas Unidades de Conservação em ZPAs é apresentada por técnicos da Semurb no VII CBUC

Criação de novas Unidades de Conservação em ZPAs é apresentada por técnicos da Semurb no VII CBUC

Cerca de dez técnicos da Secretaria de Meio Ambiente e Urbanismo de Natal (Semurb) participam do VII Congresso Brasileiro de Unidades de Conservação (CBUC), que tem como tema "Áreas protegidas: um oceano de riquezas e biodiversidade" e o objetivo é debater a contribuição das unidades de conservação para o desenvolvimento econômico da sociedade, sobretudo as áreas marinhas e oceânicas. O evento acontece de 24 a 27 de setembro, no Centro de Convenções de Natal.

Neste primeiro dia de Congresso, o tema que mais chamou a atenção dos nossos participantes foi a palestra do professor e pesquisador Carlos Eduardo Frickmann Young, que abordou o tema "A importância da conservação da natureza para economias globais", dentro do painel "Integrando o desenvolvimento econômico e social com a conservação da natureza". Ele afirma que Floresta não é um entrave ao crescimento econômico, mas sim uma solução para o desenvolvimento equilibrado. Embora esse conceito ainda prevaleça, principalmente junto às lideranças políticas e econômicas, ressalta ele.

Porém, essa visão não se encaixa à Economia Verde, conceito que prevê um novo modo de utilização dos recursos naturais, por meio de ações que atendam ao mesmo tempo a conservação da natureza e a geração de emprego e renda, com inclusão social.

Ele citou o relatório "Contribuição das unidades de conservação brasileiras para a economia nacional", produzido em maio de 2011 por ele e por Rodrigo Medeiros para UNEP-WCMC (United Nations Environmment Programm–World Conservation Monitoring Centre). Este relatório apresentou os resultados de análises sobre o impacto e o potencial econômico de cinco dos múltiplos bens e serviços providos pelas unidades de conservação para a economia e para a sociedade brasileiras. São eles: produtos florestais, uso público, carbono, água e repartição de receitas tributárias.

Os resultados desse estudo mostram que a visitação aos 67 parques nacionais existentes em 2010 no Brasil (hoje são 68 parques nacionais) tem potencial de gerar entre R$ 1,6 bilhão e R$ 1,8 bilhão por ano, considerando as estimativas de fluxo de turistas projetadas para o país – cerca de 13,7 milhões de pessoas, entre brasileiros e estrangeiros – até 2016, ano das Olimpíadas.

Ainda considerando a visitação, o relatório indica que as unidades de conservação federais têm potencial de atrair cerca de 17,5 milhões de pessoas em 2016, podendo movimentar a economia em até R$ 2 bilhões nas regiões onde estão localizadas essas unidades. Se for considerada a soma das estimativas de visitação pública nas unidades de conservação federais e estaduais consideradas pelo estudo, levando-se em conta a exploração adequada das unidades, cerca de 20 milhões de pessoas visitarão essas áreas em 2016, com um impacto econômico potencial de cerca de R$ 2,2 bilhões naquele ano.

O estudo estima que o valor do "aluguel" anual do estoque de carbono cujas emissões foram evitadas pelas unidades de conservação está entre R$ 2,9 bilhões e R$ 5,8 bilhões por ano. Esses valores foram calculados considerando os limites do custo de oportunidade de capital entre 3% e 6% ao ano. "São valores que superam os gastos atuais com a manutenção dessas unidades e as necessidades de investimento adicional para a consolidação e melhoria delas", destaca Young.

Para o geógrafo da Semurb, José Petronilo este estudo apresentado por Young revela o que o município e a população podem ganhar em preservar e proteger suas áreas consideradas frágeis. Porém, ainda há um longo caminho a ser percorrido. Em sua opinião, muito se debate sobre as Unidades de Conservação (UC's) a nível Federal e estadual e se esquece das UC's municipais. Ele defende mais incentivo desses entes, para que os municípios criem seus órgãos de controle ambiental e possibilite uma maior discussão, avalia Petronilo.

A sua opinião é compartilhada com os demais colegas da secretaria que participam do evento. A turismologa Isabelle Silva reforça que a falta de estrutura ainda é um dos grandes problemas vividos pelos municípios.

No dia hoje também foi lançado o mapa contendo as Unidades de Conservação do Brasil. Natal pela primeira vez passa a fazer parte desse cadastro com a inclusão da Unidade de conservação "Parque da Cidade Dom Nivaldo Monte".

A Tarde foi dedicada aos Simpósios e a apresentação dos trabalhos técnicos exibidos através de painéis. Dentre eles está o das biólogas da Semurb Ana Cristina Advíncula e Carolina Lisboa, que apresentaram o projeto "Áreas prioritárias para criação de Unidades de Conservação em Natal". O projeto avalia as potencialidades de cada uma das Zonas de Proteção Ambiental (ZPA's) existentes no município e aponta ações de planejamento para criação de UC's para cada uma delas por nível de prioridade.

Para tanto, foi observado por elas, principalmente a área ocupada, a conectividade entre elas, quantidade de ecossistemas, recursos hídricos, seus ecossistemas entre outros. O estudo indica ainda que o trabalho deve começar pela ZPA-8, considerada a de maior vulnerabilidade. Essa área tem diversos ecossistemas e sofre influência dos rios Jaguaribe e Potengi, tudo isso distribuído numa grande faixa de terra.

Para Carol Lisboa, que estava apresentando o painel, este projeto foi fruto dos diversos estudos existentes na secretaria. "Tivemos o cuidado de preparar este projeto por acreditar que ele pode ser uma excelente ferramenta de planejamento para os nossos gestores", completa.