Blog que fala de Povos e Comunidades Tradicionais, com foco nos Povos Tradiciinais de matriz Africana. Assuntos relacionados em Política, Sustentabilidade, Educação Ambiental, Segurança Alimentar, Cultura e Afrocentricidade.
Sustentabilidade para Povos de Terreiro
terça-feira, 27 de janeiro de 2015
terça-feira, 9 de dezembro de 2014
Tambamento do Ceja Hunder
Mais um terreiro de candomblé acaba de ser reconhecido como patrimônio brasileiro: a Roça do Ventura, que tem o nome sagrado de Zogbodo Male Bogun Seja Unde, localizado em Cachoeira, Bahia. Dessa forma, o Ventura é o primeiro terreiro de nação jeje da Bahia reconhecido como espaço de riqueza cultural, histórica e artística do Brasil. O título é dado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).
A solicitação para o tombamento do terreiro, que é identificado como da tradição jeje-mahi foi feita pela Sociedade Religiosa Zogbodo Male Bogum e aprovada em reunião realizada na tarde de 11 de dezembro (quinta) pelo Conselho Consultivo do Iphan. O processo para o reconhecimento foi iniciado em 2008 e é recebido com festa pois a comunidade religiosa tem enfrentado uma intensa batalha para conservar seus espaços sagrados por conta da expansão imobiliária no município situado no recôncavo baiano.
A tradição jeje é uma das mais importantes na configuração do candomblé brasileiro como indicam diversos estudos antropológicos como A família de santo nos candomblés da Bahia, de Vivaldo da Costa Lima; Brancos e Pretos na Bahia, de Donald Pierson, escrito na década de 30; A formação do candomblé, do antropólogo e professor da Ufba, Nicolau Parés, dentre outros.
A Roça do Ventura teve sua história iniciada em 1858. O terreiro ainda hoje consegue manter os assentamentos de suas divindades, os voduns, no amplo espaço verde que possui em meio a fontes, lagoas e árvores.
Com o reconhecimento da Roça do Ventura, o Brasil passa a ter mais sete terreiros tombados: Casa Branca, Gantois, Ilê Axé Opô Afonjá, Bate Folha e Oxumaré, localizado na Bahia e a Casa das Minas, situada no Maranhão.
quarta-feira, 26 de novembro de 2014
Juventude de Povos e Comunidades Tradicionais reúnem-se durante o II Encontro Nacional de Povo e Comunidades Tradicionais em Brasília.
Tereza Campello: “Devemos combater o preconceito contra os pobres e os povos e comunidades tradicionais”
25/11/2014 15:55
Brasília, 25 – Durante a abertura do II Encontro Nacional de Povos e Comunidades Tradicionais, nesta terça-feira (25), em Brasília, a ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, assinalou a importância de assegurar os direitos e o acesso dos povos e comunidades tradicionais aos serviços públicos. “Não podemos deixar que esses povos e comunidades sejam os últimos a receber os serviços. Eles devem estar no processo junto com outros segmentos.” Segundo a ministra, esta é a principal forma de “combater o preconceito contra os pobres e os povos e comunidades tradicionais”.
Campello também exaltou a participação desse segmento na elaboração e implementação de políticas públicas, após a criação da Comissão Nacional de Desenvolvimento Sustentável dos Povos e Comunidades Tradicionais (CNPCT) em 2004. “Avançamos na construção de um conjunto de políticas públicas que garantiram a sociobiodiversidade, o maior acesso a alimentos, com destaque para merenda escolar, e uma agenda de desenvolvimento e inclusão. É possível e é nossa obrigação fazer muito mais.”

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, e o ministro do Desenvolvimento Agrário, Miguel Rossetto, também participaram da abertura do encontro, que reúne lideranças de 26 diferentes povos e comunidades tradicionais do país.
O ministro Gilberto Carvalho reforçou a importância dos povos e comunidades tradicionais para o governo federal. “O nosso papel é o de servir a vocês, que por muito tempo foram esquecidos. A história não mais os apagará, porque vocês se levantaram. Se estão aqui hoje, conversando com quatro ministros de Estado, é por conta da luta de vocês para consolidar esse novo projeto de país que vem surgindo”, ressaltou ele, que também falou que a participação social “vai continuar, porque quando você ouve o povo, você acerta mais”.
“Façam deste encontro um momento de cobrança, críticas e sugestões, para que possamos crescer com inclusão e construir uma sociedade onde todo brasileiro tenha seus direitos garantidos”, afirmou Gilberto Carvalho.
No evento, Miguel Rossetto assinou portaria interministerial para a criação de um selo que identifica a produção sustentável de comunidades indígenas. Segundo o ministro, por meio do encontro, o governo caminha ao lado dos excluídos rumo à conquista de direitos e da valorização da diversidade cultural. “Estamos celebrando a beleza de um país que se dá o direito, por meio de vocês [lideranças], de aparecer. Não somos iguais, mas carregamos valores comuns”, disse.
Regularização fundiária – Braulino Caetano, representante das comunidades do Cerrado, apontou que a maior necessidade dos povos e comunidades tradicionais está relacionada à questão da terra. “Sabemos que o governo fez muito, mas ainda precisamos da regularização fundiária e dos nossos territórios. Sem territórios, somos escravos”, afirmou.
Para a representante das comunidades pantaneiras, Cláudia de Pinho, esse segmento da população já conseguiu visibilidade. A regularização dos territórios, segundo ela, “faz com que os povos e comunidades tradicionais tenham um lugar seguro para continuar exercendo o modo de vida de cada um”.
De acordo com o secretário executivo do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome e presidente da Comissão Nacional de Povos e Comunidades Tradicionais, Marcelo Cardona, após cinco encontros regionais, que reuniram mais de 900 participantes, a prioridade de regularização fundiária e dos territórios tem no encontro nacional um terreno fértil para evoluir. “Apostamos nesse espaço de diálogo para a estruturação de políticas. Temos muito a avançar”, apontou.
Até sexta-feira (28), lideranças de todo o país estarão reunidas, em Brasília, no auditório ParlaMundi, da Legião da Boa Vontade (LBV). Participam do encontro representantes de comunidades extrativistas, quilombolas, ribeirinhas, raizeiras, quebradeiras de coco babaçu, além de pescadores artesanais e povos indígenas, ciganos, pomeranos e de terreiro.
terça-feira, 8 de julho de 2014
Porque votar no PT.
domingo, 22 de junho de 2014
VEM AÍ O ' DISQUE IGUALDADE RACIAL '
domingo, 23 de fevereiro de 2014
terça-feira, 10 de dezembro de 2013
Nova composição do CGMAF-RN é composta e é eleito um novo coordenador.
Na tarde desta segunda-feira (09), reuniram-se na sede do CONSEA representantes de entidades de Matriz Africana, Conselhos de Diretos e representantes de Povos Tradicionais de Terreiros do RN.
Estiveram presentes representações da REJUMAT, SEPPIR, CONSEA, CONAB, COEPPIR, CENARAB, Rede Mandacaru, Projeto Terreiros do Futuro, FONSANPOTMA-RN, FONSANPOTMA Nacional e Comissão de Terreiros. E outros membros da sociedade civil.
A nova composição do CGMAF-RN fico definida: REJUMAT, CONSEA, CONAB, COEPPIR, Rede Mandacaru, FONSANPOTMA-RN, Comissão de Terreiros e CENARAB.
Foi eleito pela maioria dos votos o nome do Egbome Cleyton Araújo para a coordenação do colegiado.





