quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Juventude de Povos e Comunidades Tradicionais reúnem-se durante o II Encontro Nacional de Povo e Comunidades Tradicionais em Brasília.

O encontro é de realização da Comissão Nacional de Desenvolvimento Sustentável dos Povos e Comunidades Tradicionais (CNPCT) que desde dezembro de 2013 vinham realizando encontro regionais na federação para assim compor a delegação para o II Encontro Nacional.

Para garantir a participação da Juventude conforme manda o Estatuto Nacional da Juventude o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome - MDS e a CNPCT garantiu a presença de diversos Jovens nos encontros regionais e esses assim  saíram delegados para o encontro nacional. Pelo estado do Rio Grade do Norte representando a Juventude de Povos Tradicionais de Matriz Africana está delegado no encontro, o Etemim Cleyton Araújo Lufancy do Povo Djedje. Na ocasião da abertura do encontro Cleyton entregou a Secretária da Cidadania Sócio Cultural Márcia Helena Gonçalves Rollemberg do Ministério da Cultura projeto voltado para a Juventude de Matriz Africana e Terreiros. A Juventude representada por seus diversos segmentos (Terreiros, Matriz Africana, Quilombolas, Indígenas, Ciganos, Fundo de Pasto, Raizeiras, Faxinalenses, Pomeranos, Pescadores artesanais, Seringueiros, Extrativistas, Quebradores de Coco de Babaçu, Catadores de Mangaba, Ribeirinhos, Garazeiros, Retireiros do Araguaia, Pantaneiros e Andirobeiras) estará apresentando uma moção e uma carta de Propostas para a garantia de participação da Juventude nos espaços de controle sociais e nesta Comissão. 

Tereza Campello: “Devemos combater o preconceito contra os pobres e os povos e comunidades tradicionais”

25/11/2014 15:55

Ministra destacou importância de assegurar os direitos e o acesso desse segmento aos serviços públicos

Brasília, 25 – Durante a abertura do II Encontro Nacional de Povos e Comunidades Tradicionais, nesta terça-feira (25), em Brasília, a ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, assinalou a importância de assegurar os direitos e o acesso dos povos e comunidades tradicionais aos serviços públicos. “Não podemos deixar que esses povos e comunidades sejam os últimos a receber os serviços. Eles devem estar no processo junto com outros segmentos.” Segundo a ministra, esta é a principal forma de “combater o preconceito contra os pobres e os povos e comunidades tradicionais”.

Campello também exaltou a participação desse segmento na elaboração e implementação de políticas públicas, após a criação da Comissão Nacional de Desenvolvimento Sustentável dos Povos e Comunidades Tradicionais (CNPCT) em 2004. “Avançamos na construção de um conjunto de políticas públicas que garantiram a sociobiodiversidade, o maior acesso a alimentos, com destaque para merenda escolar, e uma agenda de desenvolvimento e inclusão. É possível e é nossa obrigação fazer muito mais.”

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, e o ministro do Desenvolvimento Agrário, Miguel Rossetto, também participaram da abertura do encontro, que reúne lideranças de 26 diferentes povos e comunidades tradicionais do país.

O ministro Gilberto Carvalho reforçou a importância dos povos e comunidades tradicionais para o governo federal. “O nosso papel é o de servir a vocês, que por muito tempo foram esquecidos. A história não mais os apagará, porque vocês se levantaram. Se estão aqui hoje, conversando com quatro ministros de Estado, é por conta da luta de vocês para consolidar esse novo projeto de país que vem surgindo”, ressaltou ele, que também falou que a participação social “vai continuar, porque quando você ouve o povo, você acerta mais”.

“Façam deste encontro um momento de cobrança, críticas e sugestões, para que possamos crescer com inclusão e construir uma sociedade onde todo brasileiro tenha seus direitos garantidos”, afirmou Gilberto Carvalho.

No evento, Miguel Rossetto assinou portaria interministerial para a criação de um selo que identifica a produção sustentável de comunidades indígenas. Segundo o ministro, por meio do encontro, o governo caminha ao lado dos excluídos rumo à conquista de direitos e da valorização da diversidade cultural. “Estamos celebrando a beleza de um país que se dá o direito, por meio de vocês [lideranças], de aparecer. Não somos iguais, mas carregamos valores comuns”, disse.

Regularização fundiária – Braulino Caetano, representante das comunidades do Cerrado, apontou que a maior necessidade dos povos e comunidades tradicionais está relacionada à questão da terra. “Sabemos que o governo fez muito, mas ainda precisamos da regularização fundiária e dos nossos territórios. Sem territórios, somos escravos”, afirmou.

Para a representante das comunidades pantaneiras, Cláudia de Pinho, esse segmento da população já conseguiu visibilidade. A regularização dos territórios, segundo ela, “faz com que os povos e comunidades tradicionais tenham um lugar seguro para continuar exercendo o modo de vida de cada um”.

De acordo com o secretário executivo do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome e presidente da Comissão Nacional de Povos e Comunidades Tradicionais, Marcelo Cardona, após cinco encontros regionais, que reuniram mais de 900 participantes, a prioridade de regularização fundiária e dos territórios tem no encontro nacional um terreno fértil para evoluir. “Apostamos nesse espaço de diálogo para a estruturação de políticas. Temos muito a avançar”, apontou.

Até sexta-feira (28), lideranças de todo o país estarão reunidas, em Brasília, no auditório ParlaMundi, da Legião da Boa Vontade (LBV). Participam do encontro representantes de comunidades extrativistas, quilombolas, ribeirinhas, raizeiras, quebradeiras de coco babaçu, além de pescadores artesanais e povos indígenas, ciganos, pomeranos e de terreiro.

terça-feira, 8 de julho de 2014

Porque votar no PT.

Será que no tempo do governo FHC os Povos Tradicionais de Terreiros, tinham espaços nos poderes de decisão?

Será que no tempo do governo FHC os Povos Tradicionais de Terreiros, tinham um Plano Nacional para o seu Desenvolvimento Sustentável?

Será que no tempo do governo FHC os Povos Tradicionais de Terreiros, tinham umaComissão Nacional de Povos de Terreiros ligada a Secretaria Geral da Presidência?

Será que no tempo do governo FHC os Povos Tradicionais de Terreiros, tinhamConferencias de Igualdade Racial?

Será que no tempo do governo FHC os Povos Tradicionais de Terreiros, tinham umaSecretaria de Politicas de Promoção da Igualdade Racial da Presidencia da Republica - SEPPIR-PR?

Será que no tempo do governo FHC os Povos Tradicionais de Terreiros, tinham um Plano Nacional de Politicas Públicas de Cultura para seu Povo?

Será que no tempo do governo FHC os Povos Tradicionais de Terreiros, tinham a Lei nº 10.639?

Será que no tempo do governo FHC os Povos Tradicionais de Terreiros, tinham direitos a Editais Públicos para o desenvolvimento de seus projetos?

Será que no tempo do governo FHC as Redes e Fóruns dos Povos Tradicionais de Terreiros, existiam ou tinham direito a voz? 

Será que no tempo do governo FHC os Povos Tradicionais de Terreiros, tinham umaPolitica Nacional de Igualdade Racial?

Será que no tempo do governo FHC os Povos Tradicionais de Terreiros, tinham umaPolitica Nacional para a Saúde da População Negra?

Será que no tempo do governo FHC os Povos Tradicionais de Terreiros, tinham umaPolitica Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional?

Será que no tempo do governo FHC os Povos Tradicionais de Terreiros, tinham umEstatuto da Igualdade Racial?

Será que no tempo do governo FHC os Povos Tradicionais de Terreiros, tinham inclusão naProteção do Patrimônio Histórico e Cultural?

Até os últimos dias do governo de FHC no Brasil tínhamos apenas 4 Terreiros tombados, hoje temos mais de 11 Terreiros tombados, e esses números chegaram a mais.

Acho que não precisa comparar mais nada. 

Eu, Etemim Cleyton Araújo Lufancy voto no PT e você? 

domingo, 22 de junho de 2014

VEM AÍ O ' DISQUE IGUALDADE RACIAL '

Governo federal criará o 138 - o "Disque Igualdade Racial"

Rio de Janeiro (20 de junho de 2014) – O governo brasileiro vai criar um novo canal para recebimento e encaminhamento de denúncias sobre o crime de racismo, o "Disque Igualdade Racial", anunciou hoje a ministra-chefe da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR), Luiza Bairros, em entrevista coletiva, no Centro Aberto de Mídia João Saldanha (CAM).  Será um dos primeiros serviços nacionais deste tipo no mundo e entrará em operação nos próximos meses, por meio do número 138.
"Todas as denúncias de racismo poderão ser rapidamente instituídas e encaminhadas para a atuação das autoridades competentes", afirmou a ministra sobre o novo serviço. O governo também está em conversas com autoridades e setores da sociedade para criar uma rede institucional que dê conforto às vítimas de racismo, para que elas denunciem, disse a ministra. A rede inclui Ministério Público, Defensoria Pública e organizações da sociedade civil, entre outros.
Na coletiva, a ministra foi acompanhada do ex-árbitro de futebol Márcio Chagas da Silva, que foi vítima de racismo no início de março passado, quando apitava um jogo do Campeonato Gaúcho, em Porto Alegre. Ele se aposentou da função recentemente. "Infelizmente, nessa última vez que passei (por discriminação racial), não existia o disque racismo", disse Chagas da Silva.  "Quem xinga não consegue dimensionar o quanto fere o ser humano."
Na Copa do Mundo da FIFA Brasil 2014, o racismo está se dando mais pela Internet, segundo a ministra, e, embora não haja ainda um balanço dos dados, ela acredita que está em quantidade menor do que se viu nos últimos meses no futebol mundial. Ela acredita que a mudança seja reflexo das campanha "Copa Sem Racismo", lançada em maio pelo Governo Federal. ''As manifestações racistas aqui dentro do campo são em número menor do que a gente poderia esperar e são até resultado dessa nossa campanha", disse.
Imagens da Copa devem mostrar a diversidade racial do Brasil e isso deve se ampliar até o final da competição, acredita a ministra. "Copa do mundo é importante porque é um momento em que você reúne pessoas de diferentes culturas, diferentes experiências históricas e diferentes características físicas". Ela observou que a sociedade está vivendo processos de mudança e que os casos de discriminação aparecem relativamente mais porque este tipo de manifestação deixou de ser vista como natural.  "Maior visibilidade desses casos é um indicador do amadurecimento de nossa democracia."
O entendimento de autoridades do setor é que o racismo ainda presente no futebol é um reflexo das manifestações diárias de discriminação que afetam os 50,7% dos brasileiros que se declaram pretos ou pardos, segundo dados do censo de 2010, realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.
Nos últimos meses, a SEPPIR tem mantido contato com entidades ligadas ao futebol, aos árbitros e às torcidas organizadas para prevenir e conscientizar sobre o racismo, difundindo que tal prática é considerada crime imprescritível e inafiançável no País, com pena prevista de um a cinco anos de prisão e multa pela Lei 7.716/89.
Além do novo canal para recebimento de denúncias, o governo coordena a Ouvidoria Nacional da Igualdade Racial, que já recebeu, desde 2011, 1.545 denúncias de racismo. O governo também tem o disque 100 para qualquer tipo de denúncia de discriminação, inclusive homofóbica, disse a ministra.
A criação do Disque Igualdade Racial é mais uma ofensiva do governo brasileiro, que foi pioneiro no mundo na idéia de criar uma Secretaria no primeiro escalão da administração federal, com status de Ministério, para tratar do assunto. Por ter sido o primeiro governo do mundo a institucionalizar a discussão de políticas de igualdade racial, o Brasil é referência internacional na área.
A SEPPIR foi criada em 2003 para formular e coordenar políticas afirmativas de promoção da igualdade racial e garantir os direitos da população negra. Em 2010, o Congresso Nacional aprovou o Estatuto da Igualdade Racial e nos últimos anos aprovou também leis que criam cotas para negros em universidades federais, nas instituições federais de ensino técnico de nível médio e no serviço público.
A Lei de Cotas nas universidades federais, instituída em 2012, ampliou a presença da população negra no ensino superior gratuito do País. Segundo levantamento feito pelo Instituto de Estudos Sociais e Políticos (IESP) da UERJ, o número de vagas reservadas para negros, pardos e indígenas subiu 225% entre 2012 e 2014: eram 13.392 vagas.

terça-feira, 10 de dezembro de 2013




Nova composição do CGMAF-RN é composta e é eleito um novo coordenador.


Na tarde desta segunda-feira (09), reuniram-se na sede do CONSEA representantes de entidades de Matriz Africana, Conselhos de Diretos e representantes de Povos Tradicionais de Terreiros do RN. 
Estiveram presentes representações da REJUMAT, SEPPIR, CONSEA, CONAB, COEPPIR, CENARAB, Rede Mandacaru, Projeto Terreiros do Futuro, FONSANPOTMA-RN, FONSANPOTMA Nacional e Comissão de Terreiros. E outros membros da sociedade civil. 
A nova composição do CGMAF-RN fico definida: REJUMAT, CONSEA, CONAB, COEPPIR, Rede Mandacaru, FONSANPOTMA-RN, Comissão de Terreiros e CENARAB. 
Foi eleito pela maioria dos votos o nome do Egbome Cleyton Araújo para a coordenação do colegiado.




quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Estado das Alagoas cria FONSANPOTMA Estadual.

             Na manhã desta quarta-feira (04), membros da executiva nacional do FONSANPOTMA reunidos com lideranças de Povos e Comunidades de Matriz Africana do estado de Alagoas começam a compor a representação do FONSANPOTMA de Alagoas. 
A missão do FONSANPOTMA Nacional e levar a temática de segurança alimentar a todos os estados da federação. 
O FONSANPOTMA é fruto da inserção dos Povos Tradicionais de Matriz Africana nos espaços de controle social e a necessidade de manter e qualificar o diálogo com as diferentes instituições hoje estruturadas neste estado, que discutem temas que são de fundamental importância para a manutenção desta tradição. Reúne os Povos Tradicionais de Matriz Africana a partir de seus representantes – os Terreiros, que estejam construindo a Política Nacional e Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional, estruturado a partir da carta de princípios e orientações.  
O Estado de Alagoas tem um marco de registro na história do Brasil, pois foi cenário de resistência de quilombos e grande morada do Mestre Zumbi dos Palmares. 
Outro ponto forte é o evento Tradicional Cultural "Quebra de Xango" que retrata a destruição das casas de Matriz Africana pelo força local que estava no poder de governo nos tempos antigos. 
As expectativas que o FONSANPOTMA-AL reúnam representantes de Povos Djedje, Yurubas e Bantos, fazendo assim uma defesa e articulação para com os Povos Tradicionais de Matriz Africana no estado.