quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

100 anos após massacre, governo pede perdão a Religiões Afro

ODILON RIOS

Direto de Maceió

Cem anos após um dos piores massacres contra religiões africanas, o governo de Alagoas pediu perdão aos representantes negros de terreiros destruídos em uma ação policial, que incluiu espancamentos a pais e mães de santo.

Em 1 de fevereiro de 1912, tropas policiais lideradas por Clodoaldo da Fonseca - primo do então presidente da República, o marechal Hermes da Fonseca -, integraram a Liga dos Republicanos Combatentes, destruíram e queimaram terreiros e espancaram pais e mães de santos no episódio conhecido como "Quebra de Xangô". O objetivo era derrubar o governador alagoano Euclides Malta, que estava há doze anos no poder.

Pais de santo foram acusados de bruxaria. E a oposição ao governo de Euclides Malta fazia uma ligação dele com os líderes afro - era uma forma de desestabilizar o governo, que acabou caindo meses depois.

"A violência foi tão grande que existe medo em se falar do assunto. Para se destruir um povo, basta acabar com a identidade cultural e perceber que, com os anos, as pessoas não se reconhecem nessa história", disse a professora Maria Alcina, uma das estudiosas das religões africanas no Estado.

"A sociedade alagoana ficou partida, chocada com este episódio. Hoje, em nome de todo o povo alagoano, vim aqui pedir perdão a todos os povos afro, de todas as matizes, por uma tragédia que até hoje deixou marcas na história de Alagoas e para que sirva de exemplo para que não tenhamos episódios como este no futuro", afirmou o governador Teotonio Vilela Filho (PSDB).

Na solenidade, religiosos se deitaram no chão, simulando o gesto dos pais e mães de santo na época: pisados e chutados pelas botinas da Liga Republicana.

O "Quebra de Xangô" está fora da maioria dos livros de história em Alagoas. E, em 100 anos, a violência continua. Alagoas lidera, no Brasil, os índices de homicídio e analfabetismo contra os negros, segundo o Ministério da Justiça. As chances de um negro morrer em Alagoas são maiores que em qualquer lugar do País.

A cientista social Ana Cláudia Laurindo diz que o perdão é um gesto simbólico, mas não são aplicadas mudanças nos números do passado e do presente.

"Alagoas é o Estado brasileiro que mantém um pelourinho simbólico para os negros em plena atividade, no tronco da miserabilidade, pagando com o derramamento de sangue pela ausência de políticas públicas. Se o governador apenas pedir perdão pelo quebra de 1912 e não efetivar políticas públicas pela preservação da vida dos nossos jovens negros, de nada adiantará o fato", disse.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Verdes do mundo se preparam para 3º Global Greens

01 / janeiro / 2012 em destaques tags:

A rede de movimentos políticos e partidos verdes do mundo criada em 1972, Global Greens, que conta com 82 países, localizados na Ásia, Europa, África e América, vai realizar de 27 de março a 01 de abril, na capital Dakar, Senegal, a 3ª edição de seu Congresso Internacional. No Brasil, o único integrante desta rede é o Partido Verde (PV).

Os temas centrais desta edição será o fortalecimento da organização, a paz e democracia na África, as alterações climáticas e energia, proteção da biodiversidade e um Global Greens New Deal. Na ocasião, também será discutido o papel, a estrutura e o financiamento do Global Greens, bem como será definida uma agenda verde global para a próxima década. O site oficial do evento já pode ser acessado aqui.

Entre os dias 27 a 29 de março, também ocorrerá a 3ª edição do Congresso Jovem do Global Greens, com reuniões paralelas sobre os "verdes" da África, Ásia e Américas. No dia 29, haverá um fórum sobre o evento Rio+20 , que ocorrerá no Brasil de 20 a 22 de junho.

Os Congressos também aceitam doações para arcar com custos de intérpretes, equipamentos, palestrantes e convidados. A meta é conseguir arrecadar cerca de €$177 mil (euros) em doações para apoiar, inclusive, a ida de participantes de países mais pobres. Para as pessoas que tenham dificuldades em ir ao evento, poderão solicitar uma ajuda de custo à organização até o próximo dia 31 de janeiro. Já para o Congresso Jovem, o pedido de apoio financeiro pode ser realizado até 10 de fevereiro.

Para participar
As vagas para participar do Global Greens são limitadas e a Fundação Verde Herbert Daniel vai disponibilizar, em seu site, um formulário para pré-inscrições. As candidaturas serão avaliadas pela Secretaria de Relações Internacionais do PV em conjunto com a Fundação. Os participantes que irão ao Congresso Global Greens farão uma parada estratégica em Lisboa (Portugal) para uma reunião com os verdes europeus sobre a crise financeira e o futuro do movimento ambientalista no velho continente.

Dakar
Dakar, capital do Senegal, país que encontra-se no litoral oeste da África, cercado por praias de areia branca banhadas pelo oceano Atlântico e, ao mesmo tempo, envolvido por desertos e por florestas tropicais. Tem 11 milhões de pessoas. O francês é a língua oficial, mas também são falados Wolof, Malinké, Pulaar e Diola.

É uma república semipresidencialista que obteve independência da França em 1960. A moeda é o Franco CFA, o clima é tropical e o fuso horário corresponde à duas horas a mais que o horário do Brasil. A principal religião é o Islã. Visitantes precisam de visto, e é aconselhável verificar os requisitos com bastante antecedência.

Mais informações sobre o visto e sobre a participação no Global Greens, entrar em contato com Lunna, via e-mail: lunna.bsb@hotmail.com .

Serviço:
Contatos Congresso Global Green : congress@globalgreens.org
Site oficial do Congresso: http://www.dakar2012.org/
Global Greens: http://www.globalgreens.org/
Congresso Jovem Global Green: http://www.globalyounggreens.org/wordpress/

Para tirar o visto é necessário:

  • Preencher um formulário de pedido de visto;
  • Cópia das 4 primeiras página do passaporte válido;
  • Três fotos de identidade 3×4;
  • Comprovante de vacina de febre amarela: cartão de vacinação original + cópia;
  • Carta convite ou reserva de hotel; e
  • Cópia de comprovante de residência

Operador oficial Global Greens no Brasil:
Lbb Tur – Luca Baldo Baldi
luca@lbbtur.com.br
Tel: (11) 3592-2148/8155-1270

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Quem vai reger o ano de 2012?

Osalá *

Yemanjá.


Osum.


Cheio de ações em criação, harmonia, conquistas, fecundidade, amor, paixão, multiplicidade, força intelectual e principalmente a sabedoria.
Essas são as forças que irão reger o ano de 2012 isso por os Orisás que governam essas energias irão estar regendo 2012.
Osalá, Yemanjá e Osum rege o novo Odum (ano) simbolizando principalmente a inovação, força na família e sucesso nos trabalhos intelectuais, pois Osalá junto a Yejanjá formam um ciclo familiar pois ele é o grande pai criador de todas as coisas e ela a grande mãe. Já Osum é a deusa da fertilidade, amor e beleza.
Osalá é o mais importante e elevado deus Yorubano, de sua união com Yejanjá e Nanà nasceram a maioria dos outros orisás. Senhor do silêncio, do vácuo frio e calmo, onde as palavras não podem ser ouvidas. Toda a massa de ar densa e fria pertence a Osalá sendo a céu e a atmosfera seu elemento natural.
Yemanjá é a grande mãe de Ori (cabeça) seu nome significa mãe dos filhos-peixe. tem o domínio das profundezas das águas, de onde emerge para atender seus devotos, principalmente a smulheres que atribuem a elas poderes que favorecem a fertilidade e a fecundidade. É maternal, delicada estar sempre pronta para amamentar as crianças.
Osum dona das águas doces, senhora da fertilidade, da gestação e do parto, cuida dos recém-nascidos, levando-os com suas águas e folhas refrescantes. Jovem e bela mãe, mantém suas características de adolescente. Cheia de paixão, busca ardorosamente o prazer. Coquete e vaidosa, é a mais bela das divindades e a própria malícia da mulher-menina. É sensual e exibicionista, consciente de suas rara beleza, e se utiliza desses atributos com jeito e carinho para seduzir as pessoas e conseguir seus objetivos.

* A pessoa vestida com Osalá acima é Cleyton Araújo.





sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Espírito Santo terá primeiro bairro sustentável

Será construído um bairro solar no Espírito Santo. O projeto de quatro mil casas e 240 apartamentos em um conjunto habitacional com 15 prédios será implantado no município da Serra, na Grande Vitória. Em abril duas mil casas já devem ser entregues.

A promessa de entregar metade das casas já em abril tem condições de ser cumprida, pois de acordo com a Secretaria de Desenvolvimento do estado alguns passos, como por exemplo, a instalação de painéis solares para aquecimento de água que possibilitam a substituição dos chuveiros elétricos, já foram dados.

Segundo o diretor geral da agência de serviços públicos de energia do Espírito Santo, Luiz Fernando Schettino, o chuveiro é responsável por 10% do consumo nacional de energia elétrica. "Além da economia que esses painéis vão proporcionar, principalmente nos horários de pico, essa energia poderá ser utilizada em outras coisas", afirma.

Para incentivar o uso racional e seguro da energia elétrica, a EDP Escelsa, uma das maiores distribuidoras de energia elétrica do Espírito Santo, investirá R$ 25,3 milhões em ações, sendo que 15% desse total serão usados no desenvolvimento do condomínio e do bairro solar.

O projeto será lançado apenas em dois barros, na Serra e em Cariacica, porém Schettino afirma que há pretensão da ideia ser implementada no interior do estado capixaba e outros projetos pilotos devem ser testados em bairros carentes.

A escolha dos bairros foi feita com base em estudos e cadastros que levou em conta a renda familiar e a capacidade das casas em suportarem os materiais.




sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

AJCS realiza Seminário "As Cidades Sustentáveis e seus Desafios

Na manhã da ultima quinta-feira (15) Lideranças Comunitárias, Estudantes de Gestão Ambiental, Professores e Políticos da esfera Ambiental
reuniram-se na Câmara Municipal do Natal mais precisadamente no auditório da Escola Miguel Arrais para debatestes e discussões sobre a Sustentabilidade nas Cidades,
em especial a Natal. O Seminário "As Cidades Sustentáveis e seus Desafios" é uma realização da Associação de Juventudes Construindo Sonhos- AJCS em parceira com Fundação Verde
Herbert Daniel e tem a missão de forma lideres em defesa da temática Sustentável nas cidades.
"Os debates foram bastantes produtivos e contribuíram bastantes nas ideias do que é sustentabilidade e o mais importante que idealizou atitudes entro os participantes como as lideranças comunitárias
que estão em contato direto com a comunidade que é quem mais agride e é agredida falando em Meio Ambiente". Destaca Valdilon Silva jovem do curso de Gestão Ambiental da UnP.

O Próximo Seminário a ser realizado pela AJCS é focado nos Jovens de Comunidades Tradicionais do RN, é terá como objetivo a formação de um segmento institucionalizado e politicamente equilibrado e capacitado em defender seus direitos sociais.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Seminário as Cidades Sustentáveis e seus Desafios

A Associação de Juventudes Construindo Sonhos - AJCS com o patrocínio

da Fundação Verde Herbert Daniel estará realizando amanhã (15) o Seminário

Estadual as Cidades Sustentáveis e seus Desafios.

O objetivo do Seminário é fortalecer nos munícipes da cidade do Natal

a importância do equilíbrio entre progresso de uma metrópole e respeito ao Meio Ambiente.

Para Cleyton Araújo Coordenador de Comunicação da AJCS o mais impostante no progresso de

crescimento de uma cidade é o progresso ecológico da mesma, que possa estar contribuindo para

a sadia qualidade de vida de todos e todas que ali moram.

O evento vai ser presidido por José Carlos Presidente Financeiro da Fundação Herbert Daniel e ocorrerá

na Camará Municipal do Natal - Auditório da Escola Miguel Arrais - piso 3º as 09 horas.








E as escolas, vão mesmo usar o mapa para nos conhecer?

Essa foi a pergunta que mais se fazia nos bastidores do pré-lançamento do Mapa da Cartografia Social dos Afro-religiosos de Belém, que aconteceu no dia 11 de dezembro no auditório do IPHAN em Belém. 
Foi a pesquisadora Camila do Vale, professora da UFRRJ, quem apresentou o projeto que identificou mais de 3 mil terreiros nas cidades de Belém, Ananindeua, Marituba, Benevides, Santa Bárbara e Santa Isabel. Ela falou do levantamento detalhado dos espaços sagrados - templos, casas, terreiros, tendas, searas, e outras denominações, além da identificaçnao dos locais de coleta de folhas nas matas e de compra de ervas, locais onde a realização de ritos religiosos são tensas e que identificou até as situações de conflitos e intolerância religiosa. Ela apresentou a "Cartografia Social dos Afro-religiosos em Belém do Pará, religiões afro-brasileiras e ameríndias da Amazônia: afirmando identidades na diversidade" como um documento que dá visibilidade às comunidades tradicionais de terreiros das nações presentes na capital paraense, e que poderá ser uma referência para a construção de políticas públicas específicas para a afirmação dos povos tradicionais de terreiros.  
O auditório estava lotado de Lideranças de Terreiros, que contrariaram a expectativa pessimista que considerava que seria difícil reunir um grupo representativo num domingo de plebiscito no Estado do Pará. Pois o que aconteceu foi exatamente o contrário da previsão pessimista, e o que vimos foi a presença maciça de Mães, Pais, filhos, simpatizantes e pesquisadores prestigiando o Pré-lançamento do Mapa dos Terreiros da zona metropolitana de Belém. 
A previsão é que o livro e o Mapa sejam lançados no dia 18 de março – dia dedicado às religiões afro-brasileiras em Belém e no Pará -, pois é o dia que se celebra a memória da luta de Mãe Doca pela realização dos rituais de Tambor de Mina em Belém no século passado. Camila ainda disse que pesquisa aquilo que ela não sabe, e que se soubesse não precisaria pesquisar, e com essa reflexão salientou a participação de lideranças de cada uma das nações representadas no mapa: Angola, Jeje Savalu, Ketu, Mina Jeje Nagô, Umbanda e Pajelança, atribuindo à essas lideranças o papel fundamental de decisão sobre as informações reunidas e os resultados da pesquisa. 






Mametu Nangetu foi a primeira das lideranças de terreiros que coordenou a pesquisa a falar, e disse que o trabalho 
com a Nação Angola foi gratificante porque lhe deu a oportunidade de visitar os terreiros e conhecer mais profundamente as condições de vida de seu povo. Lembrou a distinção com que foi recebida em cada casa de culto e reafirmou a importância de sabermos quem nós somos e onde estamos, e terminou fazendo referência à necessidade de afirmação da identidade afro-religiosa para a visibilidade dos terreiros e para o combate à intolerância religiosa. 

Mãe Nalva d'Oxum, Mãe Vanda de Rompe Mato e Babá Tayando deram seqüência aos discursos das lideranças de terreiros coordenadores da pesquisa, reafirmando a importância dos resultados do projeto para a difusão de conhecimento sobre as práticas religiosas de matrizes africanas na Amazônia. O evento também abrigou o lançamento do livro "Interdisciplinando a Cultura na Escola com o Jongo", de autoria de Lúcio Sanfilippo, que trouxe uma outra experiência de pesquisa do patrimônio imaterial afro-brasileiro e sua aplicação prática nas escolas, em sintonia com a Lei 10.639/2003. 

E com a divulgação do trabalho sobre o jongo e sua utilização nas escolas, soou o eco da pergunta que circulava silenciosa entre os presentes: os professores das escolas vão mesmo utilizar os documentos da religiosidade afro-amazônicas para difundir o conhecimento sobre os povos de terreiros, ou o preconceito e a intolerância religiosa ainda vai tentar confinar este mapa em prateleiras e arquivos escondidos nos fundos das bibliotecas.... 
E se o preconceito existe pelo desconhecimento, quanto mais publicações e acesso à elas, melhor! E em breve poderemos ver esses documentos também disponíveis para download na internet.

Texto e fotos de Táta Kinamboji/ Projeto Azuelar - Instituto Nangetu/ Ponto de Mídia Livre.

Diretoria de Projetos

Instituto Nangetu de Tradição Afro-religiosa e Desenvolviemnto Social/ Ponto de Mídia Livre.

Tv. Pirajá, 1194 - Marco da légua.
Belém do Grão-Pará.
66.087-490
91-32267599



quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Partidos Verdes das Américas se reúnem em Natal

A Federação dos Partidos Verdes das Américas – FPVA – fará sua reunião anual em Natal (RN) nos dias 8, 9 e 10 de dezembro, sob a coordenação de Marco Antonio Mroz, Secretário Nacional de Relações Internacionais do Partido Verde e co-presidente da entidade. No encontro, os Verdes irão discutir os preparativos para o 3º Global Greens (encontro mundial dos Verdes), que será realizado em Dakar, capital do Senegal, em maio de 2012. Também na pauta dos debates, a posição da FPVA na Rio + 20, em junho.
Já confirmaram presença os delegados da Argentina, Bolívia, Brasil, Canadá, Chile, Colômbia, Estados Unidos, Guatemala, México, Nicarágua, Peru, República Dominicana e Venezuela, além do representante do Partido Verde Europeu, Juan Behrend .
O evento será no salão de convenções do Hotel Pirâmide Natal Resort e Convention (Av. Senador Dinarte Maris, 171 – Via Costeira e terá como anfitriã a prefeita de Natal Micarla de Souza (PV).
Contatos com a imprensa: Mara Prado (11) 9954-4732 maraprado@uol.com.br



PROGRAMAÇÃO
Dia 8/12
19 horas – Coquetel de boas vindas com a presença da prefeita de Natal Micarla de Souza (evento restrito aos delegados)
Dia 9/12 – eventos abertos
10 horas – Abertura
10h30 – Os Verdes e a Rio +20
11h30 – Os Verdes e o 3º Global Greens – Maio/Dakar
Das 13 às 14 horas – Almoço – livre
14 horas – Relato das últimas eleições de cada país e perspectivas para 2012
17 horas – Uma Natal mais verde e sustentável – Micarla de Souza
Dia 10/12
Das 9 às 14 horas – Reunião da Federação dos Partidos Verdes das Américas (evento restrito aos delegados)



sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Ministra participou do último dia da Oficina Nacional, em São Luis

Povos de Terreiros

Ministra participou do último dia da Oficina Nacional, em São Luis

Depois de três dias de reuniões, discussões, debates, rodas de conversas, exibições de filmes, grupos de trabalho e apresentações de manifestações de cultura popular com grupos afro-maranhenses, terminou nesta quarta-feira, 30, em evento realizado no Teatro João do Vale, centro histórico de São Luís (MA), a I Oficina Nacional de Elaboração de Políticas Públicas para Povos de Terreiro.

A Oficina, realizada pelo Ministério da Cultura, por meio da Secretaria de Cidadania Cultural, do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan/MinC), da Fundação Cultural Palmares (FCP/MinC) e pela Comissão Nacional de Povos de Terreiros, contou, no seu último dia, com a presença da ministra Ana de Hollanda, que prestigiou o evento ao lado da secretária de Cidadania Cultural do MinC, Márcia Rollemberg.

A ministra Ana recebeu das mãos do Babalorixá Rui do Carmo e da Mãe Lúcia de Oiá os documentos elaborados após o processo de discussão dos grupos de trabalho, com sugestões e reivindicações para melhorias e reconhecimento das políticas públicas para os povos de terreiros e da juventude de povos de terreiros do Brasil.

Ao entregar o documento à ministra Ana, o Babalorixá destacou a presença de mulheres no comando de postos-chave dos governos como a oportunidade, finalmente, do país dedicar mais espaço e atenção à sua rica diversidade cultural.  "O povo do terreiro diz: quem sabe de mim sou eu e a minha história quem sabe contar sou. Esse documento, senhora ministra, relaciona nossas dores e nossas angústias e ainda o nosso objetivo em querer que a nação brasileira reconheça as legítimas reivindicações dos povos dos terreiros", disse Ruy do Carmo.
A ministra Ana destacou a soma de esforços do MinC e suas vinculadas no sentido de garantir a promoção da diversidade cultural como pilar da cidadania dos brasileiros. "Nosso objetivo é trabalhar os valores da cidadania dentro de uma perspectiva na qual o reconhecimento e exercícios das diversas manifestações culturais sejam considerados". Ana destacou ser o respeito à cultura do outro e a sua afirmação frente ao outro, que vai garantir a "vivacidade das matrizes culturais que compõem a cultura brasileira".
A ministra disse ainda que a realização da primeira Oficina Nacional voltada aos povos tradicionais de terreiro é "ação pioneira do Estado para o segmento", tendo sido viabilizada pela SCC/MinC para levantar subsídios em coletivo que garanta a proteção e promoção de suas tradições, reconhecendo seus ritos, mitologias, simbologias e expressões artístico-culturais.
A secretária de Cidadania Cultural do MinC, Márcia Rollemberg, agradeceu a todos os parceiros que contribuíram para a realização do evento. Márcia saudou os grupos culturais que se apresentaram ao longo do encontro e destacou a riqueza espiritual, estética e simbólica das apresentações mostradas.
Para a secretária, o caráter democrático da oficina representa também a necessidade do compartilhamento de responsabilidades, ao ressaltar que, diante da impossibilidade de levar a São Luís todas as pessoas interessadas em participar da elaboração da pauta de reivindicação dos povos tradicionais de terreiro, será necessário fazer uma  "chamada pública para que as pessoas presentes devolvam ao coletivo o resultado do trabalho".
Também estiveram presentes à cerimônia o secretário de estado da Cultura do Maranhão, Luis Henrique Bulcão, Kátia Bogéa, superintende regional do IPHAN/MA, Ana Amélia Mafra, Fundação Palmares, Claudett Ribeiro, secretária especial da Igualdade Racial do Maranhão, Silvany Euclênio Silva e da Secretaria de Políticas de Comunidades Tradicionais do Ministério da Igualdade Racial, Babalorixá Rui do Carmo Povoas (BA).